A Igreja paroquial que agora passou à categoria da Sé Catedral da Arquidiocese do Huambo, foi levando certas modificações e melhoramentos, feitos pelo seu grande pároco, Revmo Pe. António Nunes Costa, com auxílio de D. Daniel, primeiro Bispo de Nova Lisboa – que Deus haja – e dos fiéis generosos. E, apos a morte do Pe. Costa, os outros párocos, todos da Congregação do Espírito Santo, se sucederam e, com eles novas realizações foram sendo feitas e, entre estas, há a destacar o salão paroquial, "obra considerada das mais urgentes, para Centro de toda a vitalidade de todos os organismos Católicos e do movimento paroquial", conforme foi dito no Relatório feito pela benemérita Congregação do Espírito Santo nas comemorações do Cinquentenário desta Cidade em 1962.
Entre os vários sucessores do Revmo Pe. António Nunes Costa, o Senhor Pe. Agostinho Pereira da Silva, apesar de pouco tempo que esteve à frente da Paróquia, intensificou muito a Acção Católica. É o pároco que, mais tarde, de espiritano entrou nos Trapistas e, graças a ele, veio para esta terra e nossa Diocese a Trapa.
Outro pároco que também desenvolveu grande actividade foi o Revmo Pe. Joaquim Ramos Seixas: dedicou-se à organização do Escutismo, fundado no tempo do Pe. António Nunes Costa, com a colaboração do sr. Joaquim Simões Serralheiro, mais tarde ordenado sacerdote, aos 15 de Junho de 1946 nesta Sé e nomeado Pároco de Porto Alexandre. Foi ainda o sr. Pe. Joaquim Ramos Seixas quem começou com a construção do Salão paroquial, depois concluida pelo Revmo Pe. José Sequeira Ribeiro, quando esteve à frente da paróquia da Sé.
Todos eles – não nos esqueçamos disso – foram modificando e melhorando o templo santo de Deus – esta Sé Catedral.
Para finalizar, apenas algumas as palavras a respeito dos Venerandos sucessores do saudoso que foi D. Daniel Gomes Junqueira: os Senhores D. Américo Henrique Transferido da Dioceses de Lamego, Portugal, para a de Nova Lisboa, em 19 de Fevereiro de 1972, para ocupar a Diocese, vaga pelo falecimento de D.Daniel em 29 de Junho de 1970. Teve por cá uma passagem frutuosa, apesar de breve, como educador especializado na formação sacerdotal. Finalmente, o nosso D. Manuel Franklin da Costa, que tendo regressado de Braga, Portugal, onde se doutorou com altas classificações em filosofia e premaneceu como professor, promovido pelo Santo Padre o primeiro bispo de Suarimo a 10 de Agosto de 1975 e sagrado em Cabinda, terra natal; tomou posse da sua Diocese em Henrique de Carvalho, ou Saurimo, onde se dedicou especialmente ao recrutamento de seminarsitas e a formação de catequistas. Tendo, depois sido nomeado Administrador Apostólico da Diocese do Huambo, funções acumuladas com as de bispo de sua Diocese, quando D.Américo Henriue deixou a Diocese. E esta elevada à Arquidiocese, o senhor D.Manuel Franklin da Costa foi promovido a primeiro Arcebispo Metropolita em 17 de Fevereiro de 1977. Ao nosso querido Arcebispo agradecemos as qualidades de pai, cheio de paciência e caridade cristã com que vem pastoreando a sua arquidiocese e saudando de longos anos de um apostolado muito frutoso, muito fecundo. Em 20 de Agosto de 1986, foi transferido para a Arquidiocese de Lubango e veio D. Francisco Viti a substitui-lo, indigitado para a Arquidiocese do Huambo cuja a sede tomou posse a 08 de Outubro do mesmo ano. Dirigiu a Arquidiocese até em Agosto de 2003 e devido a doença veio tomar conta como Administrador Apostólico D. Óscar Lino Lopes Fernandes Braga, Bispo de Benguela. E aos 03 de Maio de 2004 foi nomeado como Arcebispo do Huambo D. José de Queirós Alves, que até então era Bispo de Menongue.
Huambo, aos 11 de Junho de 2008
Elaborado pelo Padre António Mário,
Vigário Geral do Huambo e Pároco cessate da Sé Catedral
06.12.2008 - 19:46